TOP 7 razões para não criar internamente o logótipo de aniversário da sua empresa
1. Porque uma efeméride é uma oportunidade irrepetível
Existem campanhas todos os anos. Existem lançamentos constantemente. Os 25, 50 ou 100 anos de uma empresa acontecem apenas uma vez.
“Mas não pode ser o nosso designer a fazer isso?” Claro que pode.
O problema não está na competência da equipa interna. Está no contexto. Entre campanhas, reuniões e urgências, uma efeméride corre o risco de se tornar apenas mais uma tarefa.
E um momento que acontece uma única vez merece mais do que uma solução encontrada entre duas reuniões.
2. Porque um aniversário é uma oportunidade de branding, não
apenas de design
Um logótipo comemorativo nunca vive sozinho. Dá origem a campanhas, eventos, conteúdos, produtos e comunicação durante meses.
“Nós só precisamos de um logótipo.”
É precisamente aí que muitas empresas começam a desperdiçar uma oportunidade única.
Na maioria dos casos, o logótipo é apenas a primeira peça de um sistema muito maior. Se a ideia for fraca, tudo o resto também será.
3. Porque um símbolo comemorativo precisa de um conceito, não apenas de uma data
Juntar um “25”, “50” ou “100” ao logótipo é fácil.
O difícil é criar um símbolo que só possa pertencer àquela empresa.
Se o objetivo for apenas cumprir calendário, basta um número. Se a intenção for deixar memória, é preciso um conceito.
Caso contrário, muda-se o nome da empresa e ninguém dá pela diferença.
4. Porque o dia a dia raramente deixa espaço para pensar
estrategicamente
As equipas internas existem para resolver problemas. E fazem-no muito bem.
Mas uma efeméride pede outra coisa: investigação, tempo, reflexão e experimentação. “Faz-se em paralelo.”
Pois faz. E é precisamente aí que começa o problema.
5. Porque a proximidade pode comprometer a objetividade
Conhecer profundamente a empresa é uma vantagem.
Mas também dificulta olhar para ela como alguém que a vê pela primeira vez.
Um olhar externo ajuda a distinguir aquilo que é realmente importante daquilo que apenas se tornou habitual. E, muitas vezes, essa distância é a diferença entre criar um símbolo competente e criar um símbolo memorável.
6. Porque a repetição é um risco maior do que parece
Quando o projeto nasce internamente, é natural recorrer às soluções que já funcionaram.
E isso é bom. Até deixar de ser.
Porque aquilo que funciona todos os dias raramente é suficiente para um dia que só acontece uma vez.
Um aniversário pede continuidade, mas também pede novidade. Celebrar a história de uma empresa não é repetir o passado. É reinterpretá-lo.
7. Porque o verdadeiro investimento não é o logótipo, é o legado que
ele deixa
No dia seguinte ao evento, as flores desaparecem.
Os discursos terminam.
Os brindes acabam guardados.
O símbolo fica.
Talvez a verdadeira pergunta nunca tenha sido:
Quanto custa desenvolver um logótipo de aniversário?
Talvez seja:
Quanto custa desperdiçar uma oportunidade que só acontece uma vez?
Como defende Philip Kotler, as empresas tendem a preocupar-se demasiado com o custo de fazer e demasiado pouco com o custo de não fazer.
Os aniversários passam. O símbolo fica.